Maternidade e a fuga do preconceito

Já falei, em outra publicação, sobre a pressão que as mulheres sofrem, por parte das próprias mulheres, em “não ficarem pra titia”. Uma contingência cultural que desencadeia ansiedade e sentimento de inadequação nas solteironas. Mas não é apenas no sentido de ‘contrair matrimônio’ que se resume o contexto cultural aversivo que as mulheres vivem atualmente. Falo aqui da pressão social para serem mães. O mecanismo de coerção é o mesmo. O sentimento de culpa é um efeito colateral de um comportamento que se desvia do que está estabelecido enquanto “verdade” em uma sociedade. E é esse sentimento que têm experimentado aquelas mulheres que optam por não ter filhos. Analisando as contingências históricas do culto à maternidade, observa-se uma sociedade buscando uma solução pacífica para a instalação de um modelo paternalista de controle. É instituída a idolatria da função materna, expressa inclusive nas artes como literatura, pintura, música, etc. O desejo de ser mãe, então, passa a fazer parte do que é consensualmente aceito (inclusive pela comunidade científica) como desenvolvimento normal da natureza feminina. Nessa época e não raro nos dias atuais, até mesmo a educação dos filhos foi atribuída exclusivamente às mulheres, sob a alegação de que estas possuem habilidades inatas de relacionamento, o que, por sua vez, exime o homem dessa responsabilidade. Não causa espanto, portanto, ler notícias como esta “Mulheres que optam por não ter filhos são alvo de pressão social”. Novamente vemos uma faceta cultural gerando preconceitos e promovendo desconforto em muitas pessoas.  

2 comentários:

JC Baldi disse...

Sabe, já me aconteceu alguma vezes, o que até causa alguma "revolta": conheço uma guria e ela diz que quer ter filho até tal idade. Ou seja, parece que não importa o pai, tanto faz se for o padeiro ou o banqueiro. Será quem estiver do lado qdo ela tiver 35 anos, p ex. Creio que isso tem complicado alguns relacionamentos nos tempos modernos e, do meu ponto de vista, é um comportamento egoísta que certamente gerará problemas na "família" que ela criar. As mulheres têm dado prioridade à carreira, à sua situação profissional-financeira, e então qdo veem estão com 30 anos. E a ampulheta biológica derrubando areia para aquelas que querem filhos...

José Carlos disse...

Boa tarde.gostaria muito aq de me expressar de uma fantasia q eu tenho de 2 anos pra ka.
sou casado há 4 anos. o primeiro Homem da minha esposa foi eu.ela ja teve varios namorados,mas só bjos,ela me disse q bjou muito.
certo dia falei pra ela me falar de alguns namorados q ela gostou muito de bjar na boca. ela me falou de um.
com isso eu pus na cabeça.
tda vez qd estamos na cama,eu mesmo mando ela falar. e ela fala eu fico sentindo prazer mais ainda com ela. perguntei pra ela se ela não tinha corage de se encontrar com ele,e dá uma saidinha. ela disse q não. continuei insistindo mais de um ano , e hoje ela disse q aceita. só q eu nunca quero q ele sáiba q eu estou sabendo de tudo. hoje ele é casado,mora em outra Cidade.
então é isso ai... estou com essa fantasia na cabeça,q ela sai com ele no periodo de 2 horas de relogios pra fik com ele.
oq vcs me dizem? me dis alguma coisa por favor. ela me perguntou assim: amor,e depois será se vc não vai fik com raiva de mim e me deixar? falei q não.falei q nosso amor vai fik mais quente. é isso q eu acho,não sei se estou errado.
gostaria muito de uma opinião de vcs a esse respeito.
desde já agradeço de coração.
José Carlos